Ontem ouvi, a propósito de uma acção de campanha da CDU junto dos trabalhadores de uma empresa têxtil (mulheres, na maioria), uma funcionária da referida empresa dizer que era colarinheira. Laborava a dita senhora numa linha de produção de camisas e a sua tarefa (desde há muito, ao que me pareceu) era fazer os colarinhos das ditas. Colarinheira... Aquela palavra ficou a ecoar-me no cérebro e a expressão "telefoneiro" começou de imediato a fazer mais sentido e a parecer mais natural para mim. Porque não telefoneiro, se aquela senhora era colarinheira?
Que diabo, os velhos têm mesmo razão; como o tempo passa! Há quase um ano que não publicava nada aqui. Passarei a ser mais assíduo a partir de agora? Quem sabe.
23 Setembro 2009
27 Outubro 2008
Ideias esparsas
Soubesse eu a quem pedir isto, pedia-lhe. Pedia-lhe que me desse o sol quando é noite. Que me desse a lua quando de dia. Me desse sempre esta alegria que hoje trago.
Soubesse a quem pedir isto, pedia. Que me desse paz quando me sinto em guerra. Que me agitasse quando o tédio se apodera de mim ou trouxesse companhia quando a solidão me invade. Outras vezes me afastasse de todos aqueles que me sufocam tantas vezes.
Quero sempre o que não tenho. Preciso sempre do que está longe. Ou tantas vezes, pelo menos. Porque não estou sempre alegre? Porque não estou sempre calmo? Falta-me tudo? Não me falta nada? Quase nada? Quase tudo?...
Dantes escrevia cartas. Ficava feliz após escrever essas cartas. Os desabafos do que me ia na alma faziam-me bem. Aquele despejar de detalhes mundanos, o assentar de ideias num papel que depois os Correios faziam o favor de entregar a alguém era útil.
Devia tornar a escrever cartas. Talvez me voltasse a fazer bem. Podia depois colocá-las numa garrafa e lançá-las ao mar. Deixar um contacto para que se alguém as lesse pudesse dizer-me alguma coisa; um endereço de e-mail, por exemplo.
Será que há ainda quem meta cartas em garrafas e depois as deite ao mar? E se houver, há alguém que as leia? Quanto tempo depois? Três dias, duas semanas, um ano? Se o fizesse ficaria a conhecer, talvez, um pouco mais sobre as correntes e as marés. Sim, devia fazer isso. Ou colocar tal carta ou até um simples cartão com umas insignificantes frases presas num balão e deixar que o vento levasse tais porcarias despejadas nessa pobre folha ou cartão.
Às vezes quer-se falar e não se sabe por onde começar. Custa abrir estas fechaduras cá dentro. Depois de abertas, depois de deixar entrar o ar e sair o cheiro a mofo ficarei melhor, eu sei. A pouco e pouco. Dia após dia.
Amanhã tenho de me levantar cedo. Voltarei noutra altura. Talvez sonhe com as cartas e as garrafas, com os balões e as correntes e os ventos... Talvez.
Soubesse a quem pedir isto, pedia. Que me desse paz quando me sinto em guerra. Que me agitasse quando o tédio se apodera de mim ou trouxesse companhia quando a solidão me invade. Outras vezes me afastasse de todos aqueles que me sufocam tantas vezes.
Quero sempre o que não tenho. Preciso sempre do que está longe. Ou tantas vezes, pelo menos. Porque não estou sempre alegre? Porque não estou sempre calmo? Falta-me tudo? Não me falta nada? Quase nada? Quase tudo?...
Dantes escrevia cartas. Ficava feliz após escrever essas cartas. Os desabafos do que me ia na alma faziam-me bem. Aquele despejar de detalhes mundanos, o assentar de ideias num papel que depois os Correios faziam o favor de entregar a alguém era útil.
Devia tornar a escrever cartas. Talvez me voltasse a fazer bem. Podia depois colocá-las numa garrafa e lançá-las ao mar. Deixar um contacto para que se alguém as lesse pudesse dizer-me alguma coisa; um endereço de e-mail, por exemplo.
Será que há ainda quem meta cartas em garrafas e depois as deite ao mar? E se houver, há alguém que as leia? Quanto tempo depois? Três dias, duas semanas, um ano? Se o fizesse ficaria a conhecer, talvez, um pouco mais sobre as correntes e as marés. Sim, devia fazer isso. Ou colocar tal carta ou até um simples cartão com umas insignificantes frases presas num balão e deixar que o vento levasse tais porcarias despejadas nessa pobre folha ou cartão.
Às vezes quer-se falar e não se sabe por onde começar. Custa abrir estas fechaduras cá dentro. Depois de abertas, depois de deixar entrar o ar e sair o cheiro a mofo ficarei melhor, eu sei. A pouco e pouco. Dia após dia.
Amanhã tenho de me levantar cedo. Voltarei noutra altura. Talvez sonhe com as cartas e as garrafas, com os balões e as correntes e os ventos... Talvez.
Um fedorzinho
Hoje assisti a um pedaço do programa dos Gato Fedorento e, sinceramente, não gostei muito. Acho que estão a piorar. As piadas parecem destinadas a agradar ao Zezinho mais inculto e para quem os nossos directores de programas cada vez mais trabalham. Houve momentos vários em que percebi que os coitados pretendiam ter piada mas nem um leve sorriso consegui soltar. Dei por mim a não achar piada nenhuma à maior parte dos gags humorísticos do "quarteto maravilha".
Ainda há pouco vi na Net um sketch recente deles e de que até gostei. Só que dantes achava piada a quase todos. Espero que não estejam já em trajectória descendente. São ainda tão novos. Será que se deitaram a dormir à sombra da bananeira? Será que já não se esforçam muito? Que preparam os programas em cima do joelho pois dá-lhes mais gozo ir curtindo a vida que o dinheiro até ao momento angariado lhes assegura?...
Gostava dos velhos Gato; inexperientes, imaturos, com sketchs filmados em cenários paupérrimos mas onde havia imaginação, criatividade, potencial. Eles não vão morrer para já no panorama da comédia televisiva nacional. Estou certo de que não. Desejo que melhorem. Que esta amostra a que há pouco assisti tenha sido um mau exemplo e não um prenúncio do fim. Todos os artistas têm, afinal, direito a fazerem umas porcarias de vez em quando. Vamos dar-lhes o benefício da dúvida. Eles hadem de fazer melhor. Ai deles se não hadem!
Ainda há pouco vi na Net um sketch recente deles e de que até gostei. Só que dantes achava piada a quase todos. Espero que não estejam já em trajectória descendente. São ainda tão novos. Será que se deitaram a dormir à sombra da bananeira? Será que já não se esforçam muito? Que preparam os programas em cima do joelho pois dá-lhes mais gozo ir curtindo a vida que o dinheiro até ao momento angariado lhes assegura?...
Gostava dos velhos Gato; inexperientes, imaturos, com sketchs filmados em cenários paupérrimos mas onde havia imaginação, criatividade, potencial. Eles não vão morrer para já no panorama da comédia televisiva nacional. Estou certo de que não. Desejo que melhorem. Que esta amostra a que há pouco assisti tenha sido um mau exemplo e não um prenúncio do fim. Todos os artistas têm, afinal, direito a fazerem umas porcarias de vez em quando. Vamos dar-lhes o benefício da dúvida. Eles hadem de fazer melhor. Ai deles se não hadem!
18 Outubro 2008
22 Julho 2008
Brandi Carlile - The Story
Adoro esta música. Um bem haja à Super Bock por me ter dado a conhecer a mesma.
19 Junho 2008
Perdemos
Eu, que admito nada perceber de futebol, penso que se tivéssemos jogado mais alguns minutos contra a Alemanha como jogámos nos últimos quinze ou vinte minutos não teríamos perdido. Aliás, penso mesmo que se jogássemos durante mais tempo como naquele final de jogo nenhuma equipa nos bateria.
É incrível perceber como foi possível estarmos a perder por dois golos de diferença para só então acordarmos e nos batermos como verdadeiros guerreiros. Para os milhões de portugueses que têm seguido o sonho do Euro este jogo eram favas contadas antes de começar. Quando, no decorrer da partida a Alemanha se adiantou no marcador, todos esses milhões que se sentiam ganhadores antes do jogo começar já o davam por perdido. Faltava ainda jogar mais de meia hora e toda essa imensidão de gente se sentia completamente derrotada.
Se nesta facilidade com que nos sentimos ganhadores e logo a seguir totalmente derrotados, impotentes e infelizes não está grande parte da alma do português eu não me chamo Rui Pedro. É incrível como a malta desanima facilmente! No fundo não acreditamos em nós próprios, essa é que é essa. Qualquer dificuldade ou desequilíbrio e já nos sentimos à beira do abismo. O português é, sem dúvida, o seu maior inimigo. Quase não precisamos de adversários. Damos-nos por vencidos com uma facilidade assustadora. Auto-estima, como estamos necessitados de ti!
Já agora, acho ainda incrível como os nossos jogadores também se terão sentido ganhadores desde o princípio e esse sentimento, associado à preguiça ou sei lá mais a quê, fê-los ficar à espera de sofrerem uns belos golaços para porem as pernas a mexer como nunca.
Este nosso povo tem potencial. Sucede é que nem sempre conseguimos a tempo colocar esse potencial em acção. É uma pena. Eu também sou assim. Embora com muito menos potencial, está claro.
É incrível perceber como foi possível estarmos a perder por dois golos de diferença para só então acordarmos e nos batermos como verdadeiros guerreiros. Para os milhões de portugueses que têm seguido o sonho do Euro este jogo eram favas contadas antes de começar. Quando, no decorrer da partida a Alemanha se adiantou no marcador, todos esses milhões que se sentiam ganhadores antes do jogo começar já o davam por perdido. Faltava ainda jogar mais de meia hora e toda essa imensidão de gente se sentia completamente derrotada.
Se nesta facilidade com que nos sentimos ganhadores e logo a seguir totalmente derrotados, impotentes e infelizes não está grande parte da alma do português eu não me chamo Rui Pedro. É incrível como a malta desanima facilmente! No fundo não acreditamos em nós próprios, essa é que é essa. Qualquer dificuldade ou desequilíbrio e já nos sentimos à beira do abismo. O português é, sem dúvida, o seu maior inimigo. Quase não precisamos de adversários. Damos-nos por vencidos com uma facilidade assustadora. Auto-estima, como estamos necessitados de ti!
Já agora, acho ainda incrível como os nossos jogadores também se terão sentido ganhadores desde o princípio e esse sentimento, associado à preguiça ou sei lá mais a quê, fê-los ficar à espera de sofrerem uns belos golaços para porem as pernas a mexer como nunca.
Este nosso povo tem potencial. Sucede é que nem sempre conseguimos a tempo colocar esse potencial em acção. É uma pena. Eu também sou assim. Embora com muito menos potencial, está claro.
Calma, mens!
Em dias de jogos importantes, como o de hoje, as rádios deviam ecoar alertas aos condutores. Dizer-lhes que escusam de conduzir como loucos para chegarem a casa a horas de ver o jogo. Deveriam dizer-lhes que mais vale ir sem grandes pressas e chegar a casa inteiro. Até porque sempre podem ir ouvindo o relato pelo caminho. Às vezes penso que ouvir o relato radiofónico do jogo até é capaz de ser a melhor maneira de o seguir convenientemente.
Hoje, ao fim da tarde, vi gente que parecia seguir em missão de socorro tal era a pressa com que conduziam em direcção a um lcd qualquer. Agora, depois da derrota, talvez já estejam mais calminhos e percebam que, afinal, era apenas mais um jogo de futebol.
Hoje, ao fim da tarde, vi gente que parecia seguir em missão de socorro tal era a pressa com que conduziam em direcção a um lcd qualquer. Agora, depois da derrota, talvez já estejam mais calminhos e percebam que, afinal, era apenas mais um jogo de futebol.
12 Maio 2008
Autocarros
Porque será que não se inventam autocarros que percorram as nossas autoestradas a 200 quilómetros à hora? Em vez de comboios de alta velocidade, caros até dizer chega, talvez pudesse ser útil ter um autocarro que conseguisse ligar o Porto ou o Algarve a Lisboa numa hora e meia. Autocarros rápidos, confortáveis e seguros. E, claro, que poderiam ser usados nas nossas autoestradas, com toda a economia que isso traria, face ao preço de construção de linhas de alta velocidade.
Sim, eu sei que o código da estrada limita a velocidade destes veículos a valores muito inferiores. Mesmo para os ligeiros esta velocidade máxima é bem menor do que os duzentos quilómetros hora. Mas não é nada que não se possa mudar, certo? Eu cá por mim acharia bem.
Sim, eu sei que o código da estrada limita a velocidade destes veículos a valores muito inferiores. Mesmo para os ligeiros esta velocidade máxima é bem menor do que os duzentos quilómetros hora. Mas não é nada que não se possa mudar, certo? Eu cá por mim acharia bem.
Vesga
Há uma jovem apresentadora de televisão e que aparece num magazine cultural, penso que na RTP2. Não sei qual o nome do programa nem o nome da jovem. Esses dados também não interessam nada. O que interessa é que, embora se tratando de uma jovem bonita, esta é mostrada sempre a uma significativa distância da câmara, para que não se consiga ver muito bem que a jovem é vesga; vulgo estrábica!
É engraçada esta forma de como a realização do programa procede, totalmente na linha do que a sociedade em que vivemos julga correcto. Há que esconder as chagas, os aleijões. Não se pode mostrar que alguém é estrábico. Ficaria mal. Toda a gente aceita esse facto. Poder-se-á mesmo dizer que a jovem apresentadora teve mesmo muita sorte em ser aceite num programa televisivo com esta característica nada televisiva de ter os olhos a orientarem-se em sentidos diversos!
Fico à espera da apresentadora maneta, a quem impeçam de tirar o couto do bolso!
Aliás, lembro-me agora de que já alguém me disse há algum tempo que a Alberta Marques Fernandes é pequena, gordinha (isso toda a gente vê) e coxa! Alguém a imagina a coxear numa reportagem do exterior? Nem pensar, que apresentador ou jornalista televisivo tem estar livre de aleijões.
Alguém falou em preconceitos?... Não, esta sociedade é evoluída. Disso já quase não há cá!
É engraçada esta forma de como a realização do programa procede, totalmente na linha do que a sociedade em que vivemos julga correcto. Há que esconder as chagas, os aleijões. Não se pode mostrar que alguém é estrábico. Ficaria mal. Toda a gente aceita esse facto. Poder-se-á mesmo dizer que a jovem apresentadora teve mesmo muita sorte em ser aceite num programa televisivo com esta característica nada televisiva de ter os olhos a orientarem-se em sentidos diversos!
Fico à espera da apresentadora maneta, a quem impeçam de tirar o couto do bolso!
Aliás, lembro-me agora de que já alguém me disse há algum tempo que a Alberta Marques Fernandes é pequena, gordinha (isso toda a gente vê) e coxa! Alguém a imagina a coxear numa reportagem do exterior? Nem pensar, que apresentador ou jornalista televisivo tem estar livre de aleijões.
Alguém falou em preconceitos?... Não, esta sociedade é evoluída. Disso já quase não há cá!
23 Abril 2008
Gostei da frase
Encontrei esta frase por mero acaso num site. A ver se me lembro dela em certos momentos: "Never argue with an idiot, they drag you down to their level then beat you with experience!"
14 Abril 2008
Gostava...
Gostava de dormir com o sossego que trazes contigo...
Gostava de não ser assim tão instável.
Gostava de gostar mais de mim...
Gostava de ter um emprego de que gostasse.
Gostava de sentir que vou aprendendo alguma coisa com os anos.
Gostava de conseguir chorar quando me apetece.
Gostava de olhar para o teu sorriso calmo.
Gostava que pensasses em mim.
Gostava que o tempo não passasse tão depressa... De ter certezas, de amar com a maior intensidade com que um ser humano pode amar... De não trazer esta raiva cá dentro... De acreditar em mim como vejo outros acreditarem...
Gostava de ser sempre feliz.
Gostava de poder olhar para ti...
Gostava de não envelhecer.
Gostava de não sentir que falo para as paredes quando falo contigo. Por acaso gostava...
De cantar... De cantar também gostava... E de muito mais coisas...
G O S T A V A . . . Ainda gosto... De ti!
Gostava de não ser assim tão instável.
Gostava de gostar mais de mim...
Gostava de ter um emprego de que gostasse.
Gostava de sentir que vou aprendendo alguma coisa com os anos.
Gostava de conseguir chorar quando me apetece.
Gostava de olhar para o teu sorriso calmo.
Gostava que pensasses em mim.
Gostava que o tempo não passasse tão depressa... De ter certezas, de amar com a maior intensidade com que um ser humano pode amar... De não trazer esta raiva cá dentro... De acreditar em mim como vejo outros acreditarem...
Gostava de ser sempre feliz.
Gostava de poder olhar para ti...
Gostava de não envelhecer.
Gostava de não sentir que falo para as paredes quando falo contigo. Por acaso gostava...
De cantar... De cantar também gostava... E de muito mais coisas...
G O S T A V A . . . Ainda gosto... De ti!
24 Fevereiro 2008
Charles Aznavour - La bohème

Esta música é magistral! Calculo que a tenha cantado ontem no Pavilhão Atlântico. Não estive lá para poder confirmar.
boomp3.com
21 Fevereiro 2008
Ó paizinho, aquele senhor tem uma grande profissão
Num destes dias, enquanto ouvia o Fórum TSF, sou capaz de jurar que alguém foi apresentado como "inspector de crédito". Antes de dar os seus bitaites sobre sei lá que tema, ficámos todos a saber que há gente que inspecciona créditos. Calculo que tal senhor, de verbo fácil e tom decidido, chegue diariamente ao pé dos créditos, puxe da lupa ou do microscópio e vá perscrutar as entranhas dos bichos à procura de uma qualquer doença venérea, maligna ou simples maleita passageira.
E se o crédito padecer de uma coisa grave, séria, que se saiba de antemão que o vai levar desta para melhor, o que fará o senhor inspector? Mandá-lo-á internar? Mandá-lo-á prender? Fiquei a pensar que também gostava de experimentar tal profissão. Olhar para um crédito e inspeccioná-lo à vontade. Mandá-lo pôr-se em sentido, mandá-lo despir-se, apresentar-se, pô-lo a falar nas coisas mais porcas da sua vida de crédito bem ou mal parado, humilhá-lo, enfim. Sim, que os créditos precisam de ser humilhados às vezes. Nem sempre, é verdade. Mas há alguns que precisam de ser postos no seu verdadeiro lugar. Créditos que se armam em finos e que quando se vai ver não valem nada, não servem para nada!
Gostava, por acaso gostava!
E se o crédito padecer de uma coisa grave, séria, que se saiba de antemão que o vai levar desta para melhor, o que fará o senhor inspector? Mandá-lo-á internar? Mandá-lo-á prender? Fiquei a pensar que também gostava de experimentar tal profissão. Olhar para um crédito e inspeccioná-lo à vontade. Mandá-lo pôr-se em sentido, mandá-lo despir-se, apresentar-se, pô-lo a falar nas coisas mais porcas da sua vida de crédito bem ou mal parado, humilhá-lo, enfim. Sim, que os créditos precisam de ser humilhados às vezes. Nem sempre, é verdade. Mas há alguns que precisam de ser postos no seu verdadeiro lugar. Créditos que se armam em finos e que quando se vai ver não valem nada, não servem para nada!
Gostava, por acaso gostava!
23 Janeiro 2008
Pode ser que baixem as taxas de juro. Boa notícia para quem, como eu, paga um crédito à habitação com taxa indexada!

22-01-2008 11:04:00
Ásia colapsa novamente
Um homem olha para um quadro com as cotações dos títulos da bolsa de Xangai, o principal mercado da China. O seu principal índice caiu mais de sete por cento, num movimento descendente que foi generalizado em todas as praças asiáticas. Os mercados do oriente não beneficiaram dos rumores na Europa e nos Estados que dão conta de um eventual corte conjunto das taxas de juro dos dois lados do Atlântico, apontando-se para uma redução de 75 a 100 pontos base. (http://economia.publico.clix.pt/ - Foto: Aly Song/Reuters)
16 Janeiro 2008
2008
Já começou há duas semanas o novo ano mas eu, com a minha lentidão habitual, demoro sempre muito tempo a aperceber-me das coisas. Já tinha até comemorado a entrada deste ano. Concerto ao ar livre, jantar ajaponesado, champanhe reles ao chegar a casa... Mas aperceber-me mesmo de que tinha sido iniciado um novo ano não sei. Talvez só agora comece a dar por isso.
É um ano redondo, cheio. Um ano gordo em termos da forma dos algarismos que o compõem.
Cada vez penso na minha vida a um prazo mais curto. Cheguei a um estado em que já só as horas mais próximas me interessam. O dia seguinte ou o fim-de-semana que aí vem dizem-me pouco. Parecem-me coisas distantes. E no entanto sei que chegam depressa, que passam depressa. Deixei de fazer planos. Na verdade nunca fui do género de planear muito seja o que for, mas agora menos ainda. Vou-me deixando arrastar pelos dias e pelos lugares habituais.
Às vezes gostava de mudar quase tudo: de emprego, de cidade e de país. Mas é claro que tudo isso obrigaria a fazer planos. Não estou para isso. Obrigaria também a correr riscos. Muito menos estou para aí virado. Sei que a minha inconstância psíquica, o meu humor variável, me vão permitir ver não tarda nada (coisa de horas ou um dia apenas) que as coisitas do costume até não são nada más. Vou ser capaz de perceber mais uma vez daqui a pouco que o emprego, a cidade e país não são maus, bem pelo contrário!
Há sinais de esperança trazidos pelo novo ano, penso eu. As restrições impostas ao acto de fumar têm vantagens várias. Estava mais que farto de ter de engolir imensas vezes a porcaria do fumo tóxico que outros expeliam das suas boquinhas. Acabou-se. Anos e anos a engolir fumo e finalmente posso respirar um pouco melhor. No meio de outros tantos sinais negativos este é, seguramente, um bom sinal.
Para aqueles dois ou três seres que, apesar de haver tanta coisa de jeito para ler noutros sítios, ainda continuam a insistir em vir aqui a este cantinho na Net os meus votos de um 2008 cheio de coisas boas. Quem diz coisas boas diz, claro: mamas, pernas, pénis duros, lábios, carros, notas de quinhentos euros, saúde a rodos e outras coisinhas mais que tenham pedido quando engoliram as doze passinhas à meia-noite de trinta e um de Dezembro. Não me digam que passaram, tal como eu, a meia-noite no meio da rua e não tinham convosco as passitas que vos permitiriam aceder automaticamente aos vossos desejos. Sinceramente!
É um ano redondo, cheio. Um ano gordo em termos da forma dos algarismos que o compõem.
Cada vez penso na minha vida a um prazo mais curto. Cheguei a um estado em que já só as horas mais próximas me interessam. O dia seguinte ou o fim-de-semana que aí vem dizem-me pouco. Parecem-me coisas distantes. E no entanto sei que chegam depressa, que passam depressa. Deixei de fazer planos. Na verdade nunca fui do género de planear muito seja o que for, mas agora menos ainda. Vou-me deixando arrastar pelos dias e pelos lugares habituais.
Às vezes gostava de mudar quase tudo: de emprego, de cidade e de país. Mas é claro que tudo isso obrigaria a fazer planos. Não estou para isso. Obrigaria também a correr riscos. Muito menos estou para aí virado. Sei que a minha inconstância psíquica, o meu humor variável, me vão permitir ver não tarda nada (coisa de horas ou um dia apenas) que as coisitas do costume até não são nada más. Vou ser capaz de perceber mais uma vez daqui a pouco que o emprego, a cidade e país não são maus, bem pelo contrário!
Há sinais de esperança trazidos pelo novo ano, penso eu. As restrições impostas ao acto de fumar têm vantagens várias. Estava mais que farto de ter de engolir imensas vezes a porcaria do fumo tóxico que outros expeliam das suas boquinhas. Acabou-se. Anos e anos a engolir fumo e finalmente posso respirar um pouco melhor. No meio de outros tantos sinais negativos este é, seguramente, um bom sinal.
Para aqueles dois ou três seres que, apesar de haver tanta coisa de jeito para ler noutros sítios, ainda continuam a insistir em vir aqui a este cantinho na Net os meus votos de um 2008 cheio de coisas boas. Quem diz coisas boas diz, claro: mamas, pernas, pénis duros, lábios, carros, notas de quinhentos euros, saúde a rodos e outras coisinhas mais que tenham pedido quando engoliram as doze passinhas à meia-noite de trinta e um de Dezembro. Não me digam que passaram, tal como eu, a meia-noite no meio da rua e não tinham convosco as passitas que vos permitiriam aceder automaticamente aos vossos desejos. Sinceramente!
14 Dezembro 2007
Estaminé
Há dias um amigo meu reclamou por agora me limitar a colocar umas músicas e uns vídeos aqui no blog. A verdade é que me faltam a paciência, o tempo, a inspiração mas, principalmente, o talento para rascunhar frases que nunca tive mas que alguns insistem em acreditar que tenho.
Esse meu amigo tem aqui à disposição tantos links que o podem transportar para blogues tão mais interessantes, bem escritos e cómicos do que o meu. Porque será que insiste em vir aqui procurar alguma coisa que valha a pena ler? Tenho cá para mim que num destes dias ele desistirá de cá vir. Há-de perceber que aqui nunca houve nem haverá nada de jeito para ler!
Esse meu amigo tem aqui à disposição tantos links que o podem transportar para blogues tão mais interessantes, bem escritos e cómicos do que o meu. Porque será que insiste em vir aqui procurar alguma coisa que valha a pena ler? Tenho cá para mim que num destes dias ele desistirá de cá vir. Há-de perceber que aqui nunca houve nem haverá nada de jeito para ler!
27 Novembro 2007
Poema do Eugénio
Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser -
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade
beber a água
mais funda do teu ser -
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade
26 Novembro 2007
Cisão da Fusão
«O Banco BPI, SA informa que se concluíram sem sucesso as conversações iniciadas no dia 6 de Novembro de 2007 com o Banco Comercial Português, SA, com vista a um eventual acordo de fusão dos dois Bancos.
Porto, 25 de Novembro de 2007
Banco BPI, S.A.»
Tenho chorado tanto desde que soube do insucesso das negociações. Ninguém imagina o quanto! Nem têm conta a baba e o ranho que já verti à custa desta grande desgraça que é ver os poderosos se desentenderem quanto a esta matéria.
É preciso ver que são poucos, mesmo muito poucos, os poleiros para tantos galos. Que aborrecido!
Porto, 25 de Novembro de 2007
Banco BPI, S.A.»
Tenho chorado tanto desde que soube do insucesso das negociações. Ninguém imagina o quanto! Nem têm conta a baba e o ranho que já verti à custa desta grande desgraça que é ver os poderosos se desentenderem quanto a esta matéria.
É preciso ver que são poucos, mesmo muito poucos, os poleiros para tantos galos. Que aborrecido!
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